A sugestão de hoje é pesquisar na sala de aula mesmo os elementos folclóricos a serem trabalhados e, se possível, na comunidade.
Pedir para que os alunos entrevistem os pais e descubram ditos populares, "causos", receitas típicas, cantigas e brincadeiras infantis pode ser o início de um trabalho rico e prazeroso.
Antes disso, que tal começar pelo que as crianças mais gostam? A obra a seguir encontra-se no site de Ivan Cruz, artista plástico (confira: http://www.brincadeirasdecrianca.com.br/ ).
Observando a obra, muita coisa vem à memória, não é mesmo? E o melhor é que ela pode ser o ponto de partida para um projeto ou sequência didática envolvendo várias áreas do conhecimento. Segue uma lista de sugestões, mas você certamente encontrará muitos outros caminhos a seguir:
* Leitura da obra (identificar cores, formas, elementos, interpretar o que se vê, etc.);
* Contextualização (taí a importância do link acima: pesquise sobre o artista!);
*Elaboração de lista das brincadeiras observadas, ou das brincadeiras preferidas dos alunos;
*Resgate das brincadeiras (oba!!!Hora de brincar! Como exemplo, se a turma brincar de amarelinha estará desenvolvendo conteúdos de Matemática, lateralidade, domínio dos movimentos corporais, noções espaciais e outros. Para brincar de bolinha de gude é preciso desenvolver estratégias. Cada brincadeira traz novas possibilidades.);
*Releitura da obra, que pode ser com fotografias, colagens, pintura, modelagem, etc. LEMBRE-SE DE QUE RELEITURA NÃO É O MESMO QUE CÓPIA DA OBRA;
* Pesquisa sobre a origem das brincadeiras e brinquedos (quanta história!);
* Criação de livro das brincadeiras, ou manual para as brincadeiras não aprendidas pelas crianças nos dias atuais;
*Elaboração de gráficos referentes às brincadeiras conhecidas/preferidas;
* Trabalhos específicos com brincadeiras de roda (conhecer/escrever/cantar/tocar/...);
* Criação de brinquedos com sucata;
* Para maior ousadia, talvez seja possível criar o dia da brincadeira, com resgate das brincadeiras pouco conhecidas em rodízio de turmas.
Tudo isso faz parte do que os teóricos consideram como "folclore", mas são tantos os caminhos que se abrem, que as aulas podem durar até a semana da criança.
Nas próximas postagens trarei mais sugestões de trabalhos com o folclore e a cultura popular.

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